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	<title>Leticia Rothen Sato......vivências e aprendências...</title>
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		<title>Pensando sobre autonomia na pedagogia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 20:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu estava lendo Paulo Freire por estes dias. Fazia tempo que não me sentia inspirada a postar algo por aqui. Mas o &#8220;Pedagogia da Autonomia&#8221; me pegou&#8230; *** Não é a toa que o título deste trabalho de Paulo Freire seja “pedagogia da autonomia”, resumindo os “saberes necessários à prática educativa”. Há algum tempo venho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=203&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava lendo Paulo Freire por estes dias. Fazia tempo que não me sentia inspirada a postar algo por aqui. Mas o &#8220;Pedagogia da Autonomia&#8221; me pegou&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Não é a toa que o título deste trabalho de Paulo Freire seja “pedagogia da autonomia”, resumindo os “saberes necessários à prática educativa”. Há algum tempo venho refletindo a respeito deste tema, “autonomia”, e procurando compreendê-lo com mais clareza. Educar parece ser, em termos gerais, preparar uma pessoa para que ela tenha autonomia e seja competente no lidar com sua vida, na realização de seus anseios, na busca por mudanças.</p>
<p>Mas o que isso, afinal de contas, implica? Creio que esta seja uma discussão muito profunda, filosófica, que vai além de simplesmente ficarmos lendo e relendo este e vários outros autores, e fazendo listagens dos elementos que eles citam como sendo essenciais para a formação de um professor. O próprio Paulo Freire cita neste livro que de nada adianta ler variados autores e colecionar suas idéias, citando-os de cabeça, se isso não se torna algo vivo, presente na vida, transformando padrões e revolucionando comportamentos. Isso acontece muito no meio acadêmico e, consequentemente, na formação de professores&#8230;</p>
<p>O que está em jogo aqui, é a própria forma com que vivemos nossa vida. Nós, professores, nascemos, somos condicionados, temos anseios, desejos, padrões consolidados, teimosias, medos. Quando falamos de formação de professores e saberes essenciais estamos falando da vida de pessoas. Da forma como elas vivem, o que elas acreditam, como elas agem. Pois é isso que estará presente no momento em que ele estiver se relacionando com seus alunos. Ler Paulo Freire não torna ninguém livre ou autônomo. Só se esta pessoa já estiver pronta para isso e esta leitura sirva como uma catalisador de um processo que ela já está vivendo. Só assim as teorias fazem sentido.</p>
<p>Sendo assim, creio que a questão sobre quais seriam os saberes necessários à prática educativa, que se constituíssem em uma “pedagogia da autonomia”, resida em outras questões anteriores: “quem somos nós”, “porque queremos ser professores”, “o que queremos de nossa vida”, “como vemos o mundo” e não em técnicas de ensino, teorias maravilhosas, dinâmicas e metodologias. Para ser professor, é preciso ser um filósofo. Mas não daqueles que apenas teorizam, mas daqueles que vivem questionando sua forma de ser, que não estão satisfeitos em serem simples seres condicionados, que buscam transcender-se, que procuram encontrar os elos entre si mesmo e os outros.</p>
<p>E isso é apenas o início da verdadeira autonomia. Um professor só é capaz de aplicar uma “pedagogia da autonomia” se ele mesmo for um ser autônomo. Senão, de onde ele vai tirar esta experiência? Sem a experiência, ele vai apenas se tornar um papagaio que vive repetindo idéias que ouviu por aí mas que não estão presentes em suas ações, sendo que ele, na verdade, “desautonomiza” seu aluno o tempo todo.</p>
<p>Mas autonomia é algo que vem do berço, ou então é algo arduamente construído, para aqueles que não foram educados assim. E eu duvido que as instituições agüentassem muitos seres autônomos em suas fileiras. Pois a idéia de instituição é de certa forma contrária a idéia de que alguém seja “livre” dela. Instituição é por definição, um padrão consolidado. E um ser autônomo, é por excelência, alguém que quebra com padrões o tempo todo. Coitado do Paulo Freire, tão autônomo e livre mas que hoje, de tão institucionalizado pelas instituições educacionais, acabou se tornando palavrinha comum – muito citada, mas pouco vivida&#8230;</p>
<p>Como um professor “filhinho da mamãe”, sem limites, melindroso, medroso, condescendente, fanático, inseguro (isso em vários níveis, de várias formas, de muitos nomes) vai desenvolver a autonomia de seu aluno se ele próprio não sabe o que é isso? Como um professor vai inspirar o amor pelo conhecimento, pela abertura, pelo novo, se ele não gosta muito de ler nem estudar, vive falando mal daqueles que ficam questionando tudo e não gosta de mudanças? Como ele vai reconhecer as emoções, a sensibilidade, a afetividade a sua volta se nem ele mesmo tem contato com suas dores, seus medos, suas angústias, sua necessidades?</p>
<p>Como ele vai permitir que seu aluno seja livre e criativo se ele nunca experimentou isso em sua vida?</p>
<p>Por isso, entendo, como Paulo Freire (isso mesmo, me dou o direito de dizer que, pela minha própria vida e experiência, cheguei a muitas das conclusões que ele chegou), que o professor tem que acreditar, tem que viver aquilo que ele está ensinando. Formação de professores, em um nível mais profundo, depende do despertar do ser humano, do quanto ele se conhece, do quanto alcançou sua própria expressão no mundo (sua autenticidade), do quanto está seguro de sua identidade. Eu nunca encontrei isso no meio acadêmico.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/203/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=203&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Visita de monges da Ordem Interser à Curitiba e Zen no parque especial!</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 17:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=198&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=198&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Da normalidade ao “poço sem fundo da barbárie” – uma questão de ponto de vista?</title>
		<link>http://educarviver.wordpress.com/2008/12/02/da-normalidade-ao-%e2%80%9cpoco-sem-fundo-da-barbarie%e2%80%9d-%e2%80%93-uma-questao-de-ponto-de-vista/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 16:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um texto do Marcelo Coelho na Folha chamou muito minha atenção dias atrás&#8230;Nele, ele comenta o lançamento de &#8220;O Diário de Hélène Berr&#8221; que registra o dia-a-dia da ocupação nazista em Paris &#8220;do ponto de vista de uma moça de 20 e poucos anos, bastante rica, que estuda literatura inglesa na Sorbonne e, com um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=189&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um <a href="http://educarviver.wordpress.com/2006/12/02/tudo-normal-por-aqui/" target="_blank">texto do Marcelo Coelho na Folha </a>chamou muito minha atenção dias atrás&#8230;Nele, ele comenta o lançamento de &#8220;O Diário de Hélène Berr&#8221; que registra o dia-a-dia da ocupação nazista em Paris &#8220;do ponto de vista de uma moça de 20 e poucos anos, bastante rica, que estuda literatura inglesa na Sorbonne e, com um grupo de amigos, reúne-se para tocar peças dos compositores Beethoven, Schubert e Bach ao violino&#8221;. O que quero salientar aqui não é o lançamento do tal diário – que não li mas estou com grande curiosidade em fazê-lo – mas um comentário que Marcelo faz, analisando a forma como Hélène e seus amigos conduzem suas vidas em tal situação &#8211; extrema aos nossos olhos. Eis seu comentário:</p>
<p>&#8220;A vida &#8220;normal&#8221;, seus prazeres e rotinas, mantém-se em condições de absoluta excepcionalidade e horror. Cada dia traz novidades hediondas, mas são poucos os que percebem a que cúmulo as coisas chegarão em breve; é como se a capacidade de toda pessoa para adaptar-se, evitando pensar no pior, e tocando a vida como dá, se revelasse decisiva para a ruína final. Desconfiar da &#8220;normalidade&#8221;, eis uma coisa que não estamos nunca preparados para fazer. E, quando a &#8220;normalidade&#8221; se desmascara de uma vez por todas, revelando o poço sem fundo da violência e da barbárie, já é tarde demais&#8221;&#8230; </p>
<p>Desconfiar da &#8220;normalidade&#8221; – eis a frase que me marcou. O que é &#8220;normal&#8221; pra você? Creio que cada um de nós terá mil respostas diferentes para esta questão. Porque certamente, a normalidade das coisas depende da posição em que as estamos vendo. Explico: é normal para um editor da revista Playboy decidir se a capa da sua revista vai ser a Mulher jaca ou a Mulher grapefruit&#8230; É normal para um grande empresário assinar um cheque no valor de 1 trilhão de reais para financiar sua nova filial&#8230;. É normal para um operador de telemarketing ligar o &#8220;mudo&#8221; no seu telefone e ficar batendo papo com o colega ao lado, enquanto você fica lá do outro lado da linha, esperando&#8230;Para uns e outros, é normal matar para preservar seu território, é normal roubar para ter o que não tem, é normal vender drogas para jovens, é normal violentar crianças&#8230;.</p>
<p>Enfim&#8230;.acho que vocês já entenderam onde quero chegar&#8230;..qual o limite do &#8216;normal´? Sem querer acabei entrando em um dos grandes pepinos da Antropologia, que questiona até que ponto devemos aceitar algo só porque é normal em determinada &#8220;cultura&#8221;? Isso se chama &#8220;relativismo&#8221; &#8211; certas coisas são feitas porque são relativas a um determinado padrão &#8220;cultural&#8221;, ou, encontram um motivo de existir dentro deste padrão&#8230;.</p>
<p>Atualmente, é normal ficar perseguindo gente conhecida para tirar foto e colocar em revistas e ficar inventando sentimentos e situações só com base nas caras que estas pessoas tem nas fotos.</p>
<p>É  normal jovenzinhas de menos de 15 anos ficarem tirando fotos quase nuas, em poses imitadoras das grandes top models só pra colocar nos perfis internéticos da vida&#8230;</p>
<p>É normal a mãe e o pai trabalharem quase 50 horas por semana e deixarem os filhos nas mãos de pessoas quase desconhecidas e por causa da culpa, transformarem seus filhos em verdadeiros monstros egocêntricos&#8230;</p>
<p>É normal a televisão ficar dramatizando a vida das pessoas a ponto de tudo parecer de mentirinha e a ponto de inspirar maluquetes a cometerem coisas insanas só pra ter seus minutos de fama&#8230;.</p>
<p>É normal em nome da arte todo mundo ficar pelado e é normal vender produtos apelando para a sexualidade (<a href="http://todomundotemproblemassexuais.zip.net/">não deixem de ler a discussão do Pedro Cardoso com o povo da Playboy&#8230; tragicamente hilária</a>)&#8230;</p>
<p>É normal casar várias vezes, armar coisas para roubar o namorado dos outros (é só assistir Malhação pra aprender), gastar 500 reais numa calça, fazer muitas cirurgias plásticas, colocar silicone, ser magra e achar que é gorda, pagar alguém para escrever sua monografia por você&#8230;</p>
<p>É normal você ser medido pelas roupas que veste, pelos títulos acadêmicos que acumulou, pelo tanto de dinheiro que tem, pelo carro, pela casa, pelo cabelo, pela barriga, pela capacidade de falar muito, pela habilidade em mentir, pela destreza em passar a perna nos outros, pela desonestidade&#8230;.e por muitas outras coisas do tipo&#8230;</p>
<p>É, isso tudo é bem normal. Mas eu desconfio desta normalidade&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/189/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=189&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>*Espiritualidade</title>
		<link>http://educarviver.wordpress.com/2008/09/10/espiritualidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 19:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Práticas de meditação *]]></category>
		<category><![CDATA[* Viver o presente *]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Walt Whitmann &#8220;Quero fazer os poemas das coisas materiais, pois imagino que esses hão de ser os poemas mais espirituais. E farei os poemas do meu corpo E do que há de mortal. Pois acredito que eles me trarão Os poemas da alma e da imortalidade.&#8221; E à raça humana eu digo: -Não seja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=179&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-left:20px;" align="left"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#333333;font-size:x-small;"><em>Por Walt Whitmann</em></span></p>
<p style="margin-left:20px;" align="left"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#333333;font-size:x-small;">&#8220;Quero       fazer os poemas das coisas materiais,<br />
pois imagino que esses hão de ser<br />
os poemas mais espirituais.<br />
E farei os poemas do meu corpo<br />
E do que há de mortal.<br />
Pois acredito que eles me trarão<br />
Os poemas da alma e da imortalidade.&#8221;<br />
E à raça humana eu digo:<br />
-Não seja curiosa a respeito de Deus,<br />
pois eu sou curioso sobre todas as coisas<br />
e não sou curioso a respeito de Deus.<br />
Não há palavra capaz de dizer<br />
Quanto eu me sinto em paz<br />
Perante Deus e a morte.<br />
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,<br />
Embora de Deus mesmo eu não entenda<br />
Nem um pouquinho&#8230;<br />
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?<br />
Por mim, de nada sei que não sejam milagres&#8230;<br />
Cada momento de luz ou de treva<br />
É para mim um milagre,<br />
Milagre cada polegada cúbica de espaço,<br />
Cada metro quadrado de superfície<br />
Da terra está cheio de milagres<br />
E cada pedaço do seu interior<br />
Está apinhado de milagres.<br />
O mar é para mim um milagre sem fim:<br />
Os peixes nadando, as pedras,<br />
O movimento das ondas,<br />
Os navios que vão com homens dentro<br />
- existirão milagres mais estranhos?&#8221; </span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/179/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/179/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=179&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quem fala demais esconde a verdade?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 13:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Práticas de meditação *]]></category>
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		<category><![CDATA[* Viver o presente *]]></category>
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		<category><![CDATA[*comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre falei demais. Hoje consigo entender melhor os mecanismos por detrás disso. É normal em nosso mundo pessoas falarem, e muito, o tempo todo, sobre todas as coisas: opiniões, críticas, reclamações, xingamentos, coisas que fez, coisas que fará, etc, etc&#8230; Hoje, um pouco mais quieta, graças à constante prática meditativa, percebo que a fala [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=176&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre falei demais. Hoje consigo entender melhor os mecanismos por detrás disso. É normal em nosso mundo pessoas falarem, e muito, o tempo todo, sobre todas as coisas: opiniões, críticas, reclamações, xingamentos, coisas que fez, coisas que fará, etc, etc&#8230;</p>
<p>Hoje, um pouco mais quieta, graças à constante prática meditativa, percebo que a fala muitas vezes é apenas barulho. A gente acha que falar é conversar, certo? Mas recentemente descobri que falar pode ser apenas&#8230;falar. Pode não implicar uma verdadeira comunicação. Faça a seguinte experiência: ao encontrar um conhecido, procure prestar atenção no que ele fala – geralmente é sobre as coisas que tem feito e etc&#8230; E quando ele pergunta pra você &#8220;E você, como está?&#8221;, na primeira oportunidade volta a falar de si&#8230; Perceba se ele ou ela presta atenção no que você está dizendo. Perceba se você mesmo alguma vez já prestou real atenção ao que o outro fala. Perceba se você consegue ficar em silêncio diante desta pessoa&#8230;</p>
<p>O silencio é a prova dos nove. Eu consigo ficar em silêncio diante de meus pais e meu marido. Não preciso falar. Eles já me conhecem. A gente se comunica pela presença. Agora, diante de algum &#8220;amigo&#8221; ou conhecido, tenho ímpetos gravíssimos de fala ininterrupta&#8230; Por que será?</p>
<p>Minha conclusão: a fala, pelo menos a minha, acaba servindo como muro de defesa contra as outras pessoas. Quando a gente fala, é capaz de criar uma distância segura em relação ao outro, como se não precisasse realmente se envolver com aquela pessoa naquele momento. É aquela coisa, quando tem barulho, a gente não consegue prestar atenção&#8230;</p>
<p>Ao contrário, quando tem silêncio, você não tem com o que se distrair. A salvação é começar a olhar para os lados, ver o movimento. Olhar nos olhos é um martírio, certo? Outra saída é se perder em pensamentos – mas ia ficar estranho duas pessoas, uma diante da outra, cada qual perdida em seus pensamentos&#8230;. mas acontece&#8230; Pensando melhor, creio que o silêncio também não é representativo da verdadeira comunicação&#8230;.</p>
<p>Enfim&#8230; o que é comunicar-se? Acho que é estar ali, diante daquela pessoa, naquele exato momento. Não é falar sobre o passado – pois ele não está mais ali. Relações baseadas apenas no passado não são mais reais. Vivem apenas de memórias. É memória não é fato – não mais. Não é falar sobre o futuro – ô mania nossa de querer construir uma imagem pessoal falando de nossos &#8220;planos&#8221;, das coisas que faremos dali a um mês, das nossas idéias geniais&#8230; de que adianta falar de algo que ainda nem existe? É fácil se &#8220;garantir&#8221; apenas pelo discurso – as palavras não tem limites, podemos viajar na maionese. O difícil é realizar apenas 5% daquilo que falamos. Por isso não conto mais nada pra ninguém dos meus planos até que eles se realizem. Mas daí não preciso falar mais, pois eles já estão ali, pra todo mundo ver&#8230;</p>
<p>Se não é viver o passado nem o futuro, comunicar-se é ser algo diante da outra pessoa. Não precisa de fala nem de silêncio, apenas de ´verdade´. Eu acredito na ´verdade´ &#8211; não a dos dogmas ou teorias, mas da verdade dos fatos. Da presença autêntica. Da transparência. Da límpida e honesta franqueza.</p>
<p>Para prestar atenção real nos outros precisamos estar em contato com a verdade. Pois o outro pode nos trazer muitas surpresas, que podem, por sua vez, destruir nossas crenças pré-estabelecidas, nossos dogmas, nossos pontos de vista rigorosos. O outro, um ser tão complexo e diverso como nós mesmos, tem muitas verdades para nos mostrar. Os outros podem nos falar a verdade. E só quer ver ou ouvir a verdade, quem quer a verdade – óbvio, não? Por isso que a gente diz que amigo que fala a verdade é grosso? Ou estúpido? Um pequeno parênteses (nós, brasileiros, temos que ser muito cordiais, sempre. Aqui, falar a verdade, ser objetivo e muito direto, é crime. Temos sempre que inventar uma desculpa para o que não queremos fazer ou mesmo pedir desculpas por não querermos algo que nos oferecem, como se isso fosse uma ofensa pessoal. A comunicação aqui é cheia de firulas e melindres, meio gosmenta, sabe? No meio político nem se fale – cheia de rodeios, respostas sem nexo e sentido. É prática comum fugir do foco – porque o foco geralmente fede&#8230;)</p>
<p>Comunicar-se é ser capaz de perceber o sofrimento profundo a nossa frente. De perceber a aversão que nossa presença causa. É perceber o afeto que outros tem por nós. É escutar o que o outro tem a dizer – escutar mesmo, sem ficar o tempo todo tentando enquadrar em nosso quadro de referência aquilo que o outro diz ou é. É perceber o que está por trás, nas entrelinhas, de um sorriso malicioso ou de um falso aperto de mão. É perceber o quanto somos responsáveis, diretamente, pela sanidade de outras pessoas – nossa presença no mundo tem um impacto gritante, queiramos ou não. Podemos nos esconder nas mentiras ou frivolidades por muito tempo, mas ainda assim nossa vida será referência para outras pessoas.</p>
<p>Para comunicar-se, além de ouvir e ver a verdade, temos que ser capazes de mostrar/falar/ser a verdade. Daí o bicho pega&#8230;</p>
<p>PS &#8211; Para aqueles interessados na mais profunda verdade de si mesmos – incluindo podres e grandes virtudes, indico, pra variar, a prática da meditação silenciosa e a participação anual em sesshins da tradição zen budista&#8230; Coisa mais eficiente eu nunca vi&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/176/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/176/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=176&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quem você pensa que você é?</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 13:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Comentários pessoais sobre as coisas da vida *]]></category>
		<category><![CDATA[* autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[* hierarquia]]></category>
		<category><![CDATA[* injustiça social]]></category>
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		<description><![CDATA[Já me fizeram esta pergunta algumas vezes&#8230; não assim, desta forma direta. Mas em meio a insinuações&#8230;.a caras e bocas assustadas e questionadoras&#8230;quem eu penso que sou para dizer o que eu penso? Para ser o que eu sou? Para expressar o que creio? No mundo hierárquico que em vivemos &#8211; o mundo do “Sol [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=141&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Já me fizeram esta pergunta algumas vezes&#8230; não assim, desta forma direta. Mas em meio a insinuações&#8230;.a caras e bocas assustadas e questionadoras&#8230;quem eu penso que sou para dizer o que eu penso? Para ser o que eu sou? Para expressar o que creio?</p>
<p class="MsoNormal">No mundo hierárquico que em vivemos &#8211;  o mundo do “Sol poente” nas palavras do mestre tibetano Chögyam Trungpa &#8211; só tem voz quem está no topo. Seja lá o que “estar no topo” queira dizer – no conceito dominante, é ter dinheiro, um certo poder, uma carreira (ou um currículo) “sólida” e claro, se vestir bem. Tem muita gente querendo chegar lá, ao custo de sacrificar sua própria ética e a reputação de pobres coitados que cruzam seu caminho.</p>
<p class="MsoNormal">O mundo hierárquico é cruel. Nele, quem ´realmente´ trabalha e realiza coisas úteis é visto como inferior. Veja o caso das “tias da limpeza”. Você pode até tratá-las bem, cordialmente, pois tem muito gente que não faz isso, mas o simples fato de chamá-las de “tias” denota um pouco a situação em que elas se encontram. Você chamaria o “tiozinho da presidência” ou, a “tia da gerência”? Enfim &#8230;. Não que os “tios chefes” não trabalhem de verdade (vide o altíssimo grau de constante stress em que se encontram, motivo, aliás, de orgulho) entretanto, tem muito chefe cujo trabalho muitas vezes gira em círculo e não chega a lugar algum, servindo apenas como ponto de apoio para pessoas se promoverem e se sentirem melhor em sua própria pele&#8230;.tem tanta gente para quem a carreira pessoal importa muito mais do que o trabalho em si! &#8230; Desculpem, quanta ingenuidade a minha! Isso é a “vida real”, ou “o modo como as coisas funcionam” ou as “regras do jogo”&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Mas eu, em minha santa ingenuidade, não posso deixar de perguntar se alguém, em sua sã consciência, questiona a verdadeira e profunda importância da limpeza? Sem ela, nem estaríamos vivos&#8230;. Não vou nem falar sobre a comida &#8230;. Mas deixa pra lá, nós apenas sujamos – outros, que não estudaram tanto quanto nós e que não tem tanto talento para “lutar por oportunidades”, apenas limpam&#8230; e não pensam, de preferência.</p>
<p class="MsoNormal">Quem as tias da limpeza pensam que são para dar qualquer opinião sobre a forma como a empresa em que trabalha é gerida? Quem é você, que nem sabe se vestir direito, para escrever um texto e pensar que pode influenciar alguém? Você tem que construir um “nome” primeiro, tem que criar uma “rede de contatos”, tem que falar bem alto para o seu chefe ver o quanto você é inteligente para daí te dar uma promoção e quem sabe daí você poderá começar a falar coisas que os outros vão ouvir – ou fingir que vão ouvir, porque no fundo vão estar se roendo de inveja e falando mal de você pelas costas (como isso é engraçado!!!)&#8230; você, antes, tem que mostrar, mostrar muito, gritar mais alto do que todos ao seu redor, ser “o melhor”&#8230; mesmo que você não tenha nada pra mostrar &#8230; daí acho que vão lhe dar algum crédito&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">É por isso que o mundo de hoje é obcecado pela fama e poder e em fazer coisas para “colocar no currículo” mesmo que não se tenha aprendido nada de fato? Para conseguir ter alguma voz neste barulho incessante? Isso até me comove. No fundo, a gente só quer falar e ser minimamente respeitado em nossas expressões, mesmo que sejam ridículas – vai dizer que um pós-doc na França não ajuda?  Ou ser “amigo íntimo” de tal fulano famosésimo? Ou ser o próprio senhor famoso?</p>
<p class="MsoNormal">Vou contar um segredo para vocês&#8230;.Nosso mundinho é dominado por coisas “fake”. Adoro este termo. E tem que ser em inglês. Procura no babylon. A fama e a imagem de muita gente é construída em cima do conteúdo e trabalho de outras gentes que você nem fica sabendo que existem! Acredita nisso? Só para dar um exemplo de algo que vocês nunca devem ter percebido: existe um funcionário muito inteligente que produz coisas muito inteligentes, mas como ele só é um simples funcionário pago para não questionar e somente produzir coisas inteligentes, as coisas que ele produz são assinadas pelo seu chefe – que é o único que tem alguma “expressão” e pouca inteligência. Daí, a fama e o reconhecimento irão para o chefe&#8230;. que até vai dar um aumento e um presentinho para o funcionário para ele ficar satisfeito e continuar seu trabalho&#8230; Isso é a hierarquia que reina por aí.</p>
<p class="MsoNormal">Mas pra não dizerem que só falo mal da hierarquia, ela acaba tendo um lado ironicamente positivo para o funcionário que não é ninguém: se o funcionário é uma pessoa preocupada com os rumos do mundo mais do que com seu próprio ego, vai ficar feliz em saber que seu trabalho, assinado por um chefe muito famoso e reconhecido e consequentemente, com muito poder de voz e expressão,  vai ser visto/lido por milhares de pessoas as quais ele (o funcionário) irá inevitavelmente influenciar.</p>
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<p class="MsoNormal">Ainda bem que pessoas como eu, sem imagem e que não são nada, tem blogs pra escrever e alguns loucos leitores que lêem coisas escritas por uma “maria ninguém”&#8230; Vocês são guerreiros! Por que vocês não escrevem também? Eu, pelo menos, vou gostar de ler e saber sobre sua vida e quem sabe assim criamos a “confraria dos que não são ninguém mas que tem algo a dizer”&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/141/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/141/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=141&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Penso, logo, existo. Será?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 17:58:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Muitos dias atrás li uma matéria na Revista IstoÉ e o caso de uma jovem de 18 anos me chamou atenção. Ela mora em São Paulo, tem cabelos castanhos, é tímida e com poucos amigos, detesta maquiagem e usa óculos. Sai do cursinho todos os dias às 12h30 e, ao chegar em casa, se transforma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=105&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Muitos dias atrás li uma <a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2001/artigo74195-1.htm">matéria na Revista IstoÉ </a>e o caso de uma jovem de 18 anos me chamou atenção. Ela mora em São Paulo, tem cabelos castanhos, é tímida e com poucos amigos, detesta maquiagem e usa óculos. Sai do cursinho todos os dias às 12h30 e, ao chegar em casa, se transforma em Brina &#8211; loira, alta, produzida, com um corpo “violão” e superextrovertida, alma de qualquer festa. Brina nada mais é do que uma personagem do jogo virtual Second Life, mundo em que a jovem mergulha até a hora de dormir. A “second life” ou “segunda vida” acaba sendo muito mais interessante do que a vida real, a “primeira vida”: “já saí várias vezes com meus amigos e me arrependi de não ter ficado em casa jogando”, diz a paulistana. Pois é, na vida número 2 a gente “pode voar, correr riscos e encontrar uma novidade a cada dia”, diz outro jovem paulistano entrevistado para a matéria.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Eu me lembro bem de quando era adolescente e da minha necessidade imensa de ficar ouvindo sem parar e para tudo meu walk-man-de-fita-cassete-com-músicas-gravadas-do-rádio. Até me identifiquei com os jovens de hoje que vão em festas sem música ambiente e onde cada um fica ouvindo seu próprio repertório no i-Pod. Na época de outros tecnologias, a companhia das minhas milhares de fitas K-7 era bem melhor do que a do mundo a meu redor. Lembro também de como esperava a hora de dormir para finalmente entrar em meu mundinho imaginário. Toda noite, antes de dormir, eu alimentava uma história imaginária da minha vida: tinha uma casa com uma janela imensa, um sofá branco enorme e uma decoração modernista misturada às linhas clássicas. Eu era muito moderninha. Solteira, profissional hiper-requisitada e liberal, muitos amigos e reuniões regadas a um bom vinho chileno&#8230;E olha que eu só tinha 13 anos&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Eu não precisava de tecnologia. Tinha minha “second life” na mente. E mesmo que minha mãe, para me curar de meu isolamento, quisesse me tomar meu amado walk-man (para quem não sabe o que isso significa, imagine sua querida mãe hoje querendo te tomar o seu i-Pod ou seu celular com MP4 e câmera de 4 Mega)&#8230; ela não poderia nunca mandar na minha mente&#8230;.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Acho que não podemos culpar o desenvolvimento tecnológico pelos nossos problemas. A grande diferença entre ontem e hoje é que aumentou o número de possibilidades – os aparelhos e programas de computador apenas nos oferecem mais meios pelos quais podemos nos alienar do mundo. Com ou sem aparelho, o problema real é o da alienação&#8230; Viver uma vida imaginária porque a vida real não nos agrada – este sim, é o problema. Simplesmente porque a vida imaginária não existe de fato&#8230; Onde está uma pessoa que vive em um lugar que não existe?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Alguns podem até discordar de mim e defender o mundo da imaginação como uma forma de vida factível. Tudo bem, até é factível mesmo. Somos bem capazes de viver isolados, dentro de nossa própria construção mental e emocional, durante muitos e muitos anos. Eu vivi assim. Até penso que este seja o modo dominante de vida em nossa sociedade &#8211; não nos enxergamos realmente, somos apenas personagens das historinhas uns dos outros&#8230;e ai de quem não cumprir bem o papel por nós determinado!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Inventar uma historinha pra boi dormir, porque nossa vida é muito chata (pra dizer o mínimo), acaba trazendo mais problemas do que soluções. Pode consolar e trazer certo prazer por um bom tempo, mas na hora em que a vida nos chacoalha com algum dos seus típicos “banhos de realidade” (morte, perda, doença, etc&#8230;) nos vemos nus e sem toalha para nos enxugar. E o frio que bate é intenso, pode ter certeza.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Esta desconexão entre mente e corpo trazem muita confusão e, consequentemente, sofrimento. Quero ter outro corpo, mas o corpo que tenho é esse que vejo no espelho, mesmo não querendo! Quero outros pais, mas os que (não) tenho são estes que vejo na hora do jantar, mesmo querendo a família do vizinho! Odeio minhas origens mas nasci nesta cidade e tenho estes antepassados, fazer o que?! O outro corpo, os outros pais, os outros amigos, as outras origens que crio na minha mente são só da minha mente. Não existem. Daí, quando eu acordo do sonho, tenho que fingir que vivo por algumas horas, até o momento em que vou poder sonhar de novo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;">Não ver as coisas como elas são dói mais do que aceitar. Isolar-se é mais pesado do que se arriscar nas relações. Fechar-se para o mundo, para as pessoas, para as sensações, para as dores, faz a gente morrer aos poucos, de inanição. Porque o nosso mundo imaginário não é tão rico e infinito de possibilidades quanto o mundo real – por mais doloroso que ele possa ser. Hoje, eu prefiro a dor da vida à dor inventada por mim mesma.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/105/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/105/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/105/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=105&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Comentário sobre a inevitabilidade da morte</title>
		<link>http://educarviver.wordpress.com/2008/07/02/comentario-sobre-a-inevitabilidade-da-morte/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 19:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe algo mais óbvio, inelutável, inescapável, inexorável – e todos os &#8220;ine&#8221; que você puder imaginar – do que a morte? Se este é um fato tão cabal, porque ainda vivemos como se ela não existisse? Por que nós, seres humanos, na nossa longa história de nascimentos e mortes, ainda não sabemos lidar com ela? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=104&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe algo mais óbvio, inelutável, inescapável, inexorável – e todos os &#8220;ine&#8221; que você puder imaginar – do que a morte? Se este é um fato tão cabal, porque ainda vivemos como se ela não existisse? Por que nós, seres humanos, na nossa longa história de nascimentos e mortes, ainda não sabemos lidar com ela?
</p>
<p>Eu não sei a resposta.
</p>
<p>Só sei que vivi a morte de uma pessoa bem próxima há algumas semanas. Tal experiência é capaz de te deixar de &#8220;pernas quebradas&#8221;, atônito, diante do inevitável fato de que realmente &#8220;não sabemos de nada&#8221;&#8230;
</p>
<p>Sabe aquela cena do Matrix 1 em que o Morpheus revela a Neo o que é a matrix? (&#8230;) &#8220;um mundo dos sonhos gerado por computador, feito para nos controlar, para transformar o ser humano&#8230;nisto aqui (uma pilha&#8230;)&#8221;.
</p>
<p>Descobrir que &#8220;sou uma pilha&#8221; é tão inesperado quanto descobrir o quanto podemos ser inaptos e incapazes de entender e lidar com a mais clara das verdades: a morte existe&#8230;. e acontece&#8230;.a qualquer momento&#8230;com qualquer um de nós&#8230;
</p>
<p>Como somos capazes de questionar um fato tão &#8220;real&#8221;? Quero dizer, se algo existe, acontece, está lá na sua frente, como não somos capazes de simplesmente aceitar, já que não temos NENHUMA outra escolha?
</p>
<p>Uns dias atrás,  tive uma percepção da morte. Vi que ela &#8220;nada mais&#8221; é do que um acontecimento inesperado, fora dos planos, fora do nosso controle, o qual não queremos aceitar. Como nós, seres tão desenvolvidos, tão cultuadores do &#8220;controle&#8221; (da natureza, dos outros seres, de nossa própria vida, etc&#8230;) poderíamos aceitar algo assim, uma pessoa ser simplesmente tirada do nosso convívio, sem que nós tenhamos consentido?!
</p>
<p>&#8220;Mas eu não deixei você morrer!&#8221;, &#8220;Quem disse que era para ir embora agora?&#8221;, &#8220;Eu não quero!!!&#8221;&#8230;
</p>
<p>Não queremos muitas coisas mesmo. Gostaríamos que a vida nos obedecesse e fizesse somente aquelas coisas que queremos e esperamos, que realizasse nossas expectativas. Imagine como seria um mundo que realizasse a vontade de cada um de seus habitantes&#8230; No mínimo, só iria sobrar uma pessoa vivendo nele.
</p>
<p>Já que não é assim, não é e pronto e não adianta espernear, temos que aprender a lidar com o inesperado – com a mudança, com as revoluções, com as obrigatórias transformações.
</p>
<p>Acho que o aprendizado da morte está ligado ao aprendizado da &#8220;aceitação&#8221;. Aceitar o que é e não tem discussão.
</p>
<p>Imagine aquele dia em que finalmente se realizaria o grande sonho da viagem que você e outra pessoa qualquer planejaram há tanto tempo&#8230;Imagine ainda você com todas as malas prontas, plantada no aeroporto – sim, porque é uma viagem intercontinental! – quando, na última hora, no último minuto, alguém te liga no celular avisando que deu um curto-circuito na sua casa e ela está pegando fogo!!!&#8230; Não dá pra acreditar, né? E todos os planos? O que sonhamos? O que já gastamos? E minha casa? Que ódio!
</p>
<p>&#8220;O que não tem remédio, remediado está&#8221;&#8230; È um fato. E ponto.
</p>
<p>Não adianta choro nem vela. Não adianta dizer que não quer que aconteça porque já aconteceu. Fora do controle. &#8220;Out of question&#8221;&#8230;
</p>
<p>E novamente a sabedoria matrixiana: &#8220;(&#8230;) <em>voce não veio aqui para fazer uma escolha. Você já a fez. Está aqui para tentar entender porque a fez</em>&#8220;.
</p>
<p>Aceitar a existência da dor, torna ela menos assustadora. Aceitar que a vida corre e muda a cada segundo, e que tudo pode acontecer, torna a existência mais fluida. Aceitar que a única coisa real que existe é o momento presente, torna a vida mais pacífica.
</p>
<p>Olha só, tudo isso a gente pode treinar – com a meditação sentada e a atenção plena&#8230; </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/104/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/104/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/104/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=104&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Crônica de uma decisão anunciada*</title>
		<link>http://educarviver.wordpress.com/2008/06/18/cronica-de-uma-decisao-anunciada/</link>
		<comments>http://educarviver.wordpress.com/2008/06/18/cronica-de-uma-decisao-anunciada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Comentários pessoais sobre as coisas da vida *]]></category>
		<category><![CDATA[* Viver o presente *]]></category>

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		<description><![CDATA[* Escrevi esta pequena carta a mim mesma quando tinha exatos 21 anos. Ainda bem que guardei. É atual e diz muito sobre uma busca que continuo fazendo, ainda hoje&#8230; &#60;A DECISÃO&#62; CONTRATO QUE REGULAMENTA E FORMALIZA E SACRAMENTA A DECISÃO TOMADA POR LETICIA DE P. ROTHEN (HOJE SATO), NO DIA XX/XX/XXXX, QUE CONTÉM AS [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=99&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Escrevi esta pequena carta a mim mesma quando tinha exatos 21 anos. Ainda bem que guardei. É atual e diz muito sobre uma busca que continuo fazendo, ainda hoje&#8230;</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong>&lt;A DECISÃO&gt;</strong></p>
<p><strong>CONTRATO QUE REGULAMENTA E FORMALIZA E SACRAMENTA A DECISÃO TOMADA POR LETICIA DE P. ROTHEN (HOJE SATO), NO DIA XX/XX/XXXX, QUE CONTÉM AS SEGUINTES CLÁUSULAS:<br />
</strong><br />
1.1 NÃO MAIS CHORAR PELO LEITE DERRAMADO (o que foi feito está feito, não pode ser mudado e obedeceu a lógica do contexto em que se deram os fatos: nada de arrependimento);</p>
<p>2.2. NÃO MAIS REMOER FATOS BONS OU MAUS (não se vive de lembranças, mesmo que sejam as melhores possíveis. O passado ficou para trás, o vivido já foi vivido quando ocorreu e não se pode viver dois momentos [o presente + o passado] ao mesmo tempo. O que ocorreu está registrado nos anais do Universo, cabendo a ele administrar toda e qualquer carga emocional insistentemente recorrente e retardatária;</p>
<p>3.3. NÃO MAIS BUSCAR CULPAS OU CULPADOS PARA TENTAR EXPLICAR OS FATOS;</p>
<p>4.4. NÃO MAIS ACHAR QUE O FOI FOI O MELHOR E ÚNICO MELHOR POSSÍVEL PASSÍVEL DE EXISTIR. DIAS MELHORES VIRÃO DEIXANDO PARA TRÁS TUDO O QUE JÁ FOI ULTRAPASSADO;</p>
<p>5.5 ESQUECER DE IMAGENS, NOMES, FATOS, DATAS, COISAS, AROMAS, SENSAÇÕES JÁ ULTRAPASSADAS POIS ESTES FAZEM PARTE DO MOMENTO, E SOMENTE DESTE, QUE ACONTECERAM. NÃO ARRASTÁ-LAS DE REBOQUE VIDA AFORA;</p>
<p>6.6. NÃO ACHAR QUE O QUE SE ESQUECE NÃO EXISTE MAIS OU DEIXARÁ DE EXISTIR. DEIXAR A CARGO DO JUIZ SUPREMO “TEMPO” A DECISÃO DE CONVOCAR O APARENTEMENTE ESQUECIDO NO MOMENTO PROPÍCIO E ADEQUADO PARA QUALQUER REPARAÇÃO QUE AINDA SE FAÇA NECESSÁRIA;</p>
<p>7.7. NÃO ACHAR QUE A VIDA ACABA NUM TELEFONEMA;</p>
<p>8.8. NÃO ACHAR QUE A VIDA ACABA NUMA VIDA;</p>
<p>NÃO ACHAR NADA.<br />
PARAR DE PENSAR.<br />
VIVER O MELHOR IMPOSSÍVEL A TODO MOMENTO.<br />
NÃO ABRIR NENHUMA FIRMA DE ADIVINHAÇÃO, ESPECULAÇÃO OU O DIABO.<br />
O DIABO MORA NOS DETALHES</p>
<p>SENDO ASSIM, FIRMO ATRAVÉS DESTA A FIRME, CONSISTENTE E DECIDIDA DECISÃO DE NÃO VOLTAR ATRÁS POR MOTIVOS QUE NÃO O SEGUINTE; E SOMENTE O SEGUINTE:<br />
- INTERVENÇÃO DIVINA.</p>
<p><strong>TESTEMUNHADA PELO TEMPO, PELA VIDA, POR DEUS E CAMARADAS, SELO ESTE CONTRATO EM QUE AS PARTES ENVOLVIDAS LETICIA E LETICIA, SE COMPROMETEM A OBEDECER E HONRAR ESTA DECISÃO TOMADA PELA LIVRE INICIATIVA E EXPRESSÃO DE DOR&#8230; </strong></p>
<p>____________________________________<br />
LETICIA</p>
<p>____________________________________<br />
LETICIA</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/educarviver.wordpress.com/99/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/educarviver.wordpress.com/99/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educarviver.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educarviver.wordpress.com/99/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=99&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre auto-estima, momento presente e felicidade&#8230;ou &#8220;Dinheiro não traz felicidade &#8211; infelizmente, pois seria mais fácil&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://educarviver.wordpress.com/2008/05/27/sobre-auto-estima-momento-presente-e-felicidadeou-dinheiro-nao-traz-felicidade-infelizmente-pois-seria-mais-facil/</link>
		<comments>http://educarviver.wordpress.com/2008/05/27/sobre-auto-estima-momento-presente-e-felicidadeou-dinheiro-nao-traz-felicidade-infelizmente-pois-seria-mais-facil/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 19:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educaçãoevida</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Comentários pessoais sobre as coisas da vida *]]></category>
		<category><![CDATA[* Práticas de meditação *]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um post anterior, escrevi que descobri o segredo da vida. Acredito hoje que ser feliz é ser capaz de viver plenamente o momento presente, o que implica: não estar o tempo todo sendo atazanado por lembranças do passado; não ter medo do que vai acontecer logo em seguida ou daqui há algum tempo; conseguir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educarviver.wordpress.com&amp;blog=1697947&amp;post=98&amp;subd=educarviver&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Em um <a href="http://educarviver.wordpress.com/2007/10/11/descobri-o-segredo-da-vida/" target="_blank">post anterior</a>, escrevi que descobri o segredo da vida. Acredito hoje que ser feliz é ser capaz de viver plenamente o momento presente, o que implica: não estar o tempo todo sendo atazanado por lembranças do passado; não ter medo do que vai acontecer logo em seguida ou daqui há algum tempo; conseguir fazer as coisas que estão sendo feitas naquele exato momento de modo atento, sem erros, sem distrações, com concentração; não ficar o tempo todo lembrando daquela ex-colega de trabalho que tanto te magoou e do quanto você foi vitima – ou o contrario, do quanto você a magoou e do quanto ela foi sua vítima; conseguir enxergar a beleza do vermelho, o brilho dos tons de azul do céu, de como é fresca a brisa e do quanto ela nos acaricia, do quanto é maravilhosa a folha de alface com suas nervurinhas tão delicadas&#8230;. enfim&#8230;. pra mim, isso, entre outras coisas,  é ser feliz. Mas aí está um porém que coloca uma certa dificuldade: pra conseguir viver no presente, atento a tudo isso, precisamos estar “confortáveis em nossa própria pele”, como dizia uma ex-chefe minha.</p>
<p class="MsoNormal">“Confortável em sua própria pele”. Dá pra dizer que o outro nome disso é “boa auto-estima” ou, boa relação, relação afetuosa consigo mesmo. Pois, se você não está confortável dentro daquilo que você é pra você naquele exato momento, o exato momento se torna insuportável de ser vivido. Se as únicas coisas que conseguimos sentir quando estamos parados no presente é uma indefinível angústia, uma vontade louca de fazer algo, de ver televisão, de conversar, de sair e ver um monte de gente&#8230;..é porque não estamos confortáveis em nossa própria companhia&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Este “não estar confortável” pode ser uma causa do nosso pavor da solidão. Solidão, comer sozinho, andar sozinho, rir sozinho, chorar sozinho, etc, se tornam coisas muitos difíceis quando a estima por si mesmo é fraca. E como a falta de auto-amor é algo difícil de encarar ou mesmo de aceitar, acabamos atrelando/grudando nossa auto-estima em alguma coisa fora de nós: pessoas, coisas, situações&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Sabe aquela dor insuportável que algumas pessoas sentem quando levam um fora? Aquela dor quase desesperada e capaz de altas humilhações? Ela acontece porque atrelamos nossa auto-estima ao fato da outra pessoa gostar de nós. Ou seja, só se a(s) outra(s) pessoa(s) gosta(m) de nós é que somos pessoas legais. Se me deram um fora, eu não presto!</p>
<p class="MsoNormal">Há ainda casos de auto-estima atrelada à magreza perfeita e ao corpo de top-model. De onde vocês acham que vem este desespero em ser magro e saradinho a qualquer custo? O carinho por si mesmo está ligado a existência de um corpo idealizado – e inalcançável, diga-se de passagem, porque tudo na vida é passageiro, principalmente nossa forma física.</p>
<p class="MsoNormal">Preocupações excessivas com o cabelo, com a roupa que vai vestir na semana que vem, com a fama e o status, etc etc, decorrem, no meu entendimento, de uma distorçãozinha psicológica – quero dizer, de acreditarmos que somos merecedores de amor pelo simples fato de termos e parecermos algumas coisinhas&#8230;.</p>
<p class="MsoNormal">Só que isso é uma baita de uma armadilha. Pois como já disse, tudo isso é passageiro. Hoje sou jovem e bela, amanhã não mais. Posso perder todo meu dinheiro, ser assaltado, sofrer um acidente, levar uma surra e quebrar o nariz&#8230;.meu namorado pode se apaixonar por outra, meu casamento pode acabar, posso perder meu emprego&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Desculpe por isso parecer tão duro. Mas é a realidade. Tudo passa, tudo pode mudar&#8230;.a vida é mudança. Sendo assim, atrelar a auto-estima, o amor a si, a estas coisas externas, é sofrimento na certa!</p>
<p class="MsoNormal">Mas calma. A felicidade é possível sim. A partir do momento em que aprendermos a olhar para quem realmente somos e a nos aceitarmos, qualquer que seja nossa forma física ou nossos atributos exteriores, seremos capazes de perceber a grandiosidade do momento presente e isso, por si, nos trará felicidade.</p>
<p class="MsoNormal">Olhar para quem realmente somos implica descobrir se a vida que estamos vivendo, se as escolhas que fazemos são realmente aquelas que queremos fazer. Não é porque minha família toda é “criminosa”, que eu sou uma criminosa. Não é porque meu pai me mandou estudar administração porque isso é uma tradição familiar é porque tenho que fazer isso. Não é porque as mulheres lutaram para entrar no mercado de trabalho, que tenho eu também deixar minha família de lado e lutar pela minha carreira.</p>
<p class="MsoNormal">Temos que descobrir o que somos no meio de tudo o que nos “mandam” fazer. Quem disse que tenho que ter uma barriga de tanquinho? Quem disse que tenho que fazer mestrado? Quem disse que tenho que deixar de ser servente do colégio?  Quem disse que tenho que ser presidente da empresa?</p>
<p class="MsoNormal">Todo mundo diz muita coisa. A televisão, os vizinhos, os familiares, os amigos. Mas viver a vida que os outros dizem que é a certa, a melhor, a garantida, só pra não entrar em conflito, só pra agradar os que querem ser agradados, só pra conseguir conquistar muitas coisas que logo vão apodrecer, tem um preço bem alto.</p>
<p class="MsoNormal">Um deles é não ser capaz de viver o momento presente com entrega. De olhar para o céu, igual ao de ontem, com cinco cores diferentes, e não ser capaz de se emocionar. De viver correndo, de um lado pro outro, almoçando com os colegas de trabalho, levando trabalho pra casa e nem perceber que o fillho está se envolvendo com drogas. De estar tão estressado e não perceber que a mãe, que você não vê há algumas semanas, logo vai morrer. De não conseguir perceber que seu coração está quase parando por falta de uma alimentação silenciosa e atenta&#8230;.. Acho que ninguém quer morrer. Ou ser infeliz. Mas parece que as pessoas fazem de tudo pra isso acontecer.</p>
<p class="MsoNormal">Se ser feliz é viver o momento presente, viver o momento presente só é possível quando conseguimos expressar aquilo que realmente somos. Porque daí, o momento presente se torna recompensador – não precisamos de nada, pois temos tudo, aqui dentro, neste exato momento, neste exato lugar!</p>
<p class="MsoNormal">Este é um servicinho que ninguém pode fazer por nós. Pois é, tem coisas que não podem ser compradas nem por todo dinheiro ou poder do mundo&#8230;.só faltava isso agora, pagar alguém para ser nós mesmos em nosso lugar – aposto que tem gente que sonha com isso&#8230;.</p>
<p class="MsoNormal">Só você, “sozinhamente”, pode descobrir quem você realmente é e daí desenvolver uma auto-estima legal e consequentemente, viver o presente e a felicidade que ele traz. Pra mim,  meditação funciona&#8230;. e muito&#8230;</p>
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